Um menino estava absorto quando de repente passou pulando a sua frente uma rã bem colorida.
Ele sai correndo atrás dela para capturá-la quando foi alertado por um senhor que por ali passava:
- Muito cuidado com animais coloridos. Rãs, água-vivas, cobras. Podem ser muito perigosos
Não se deve colocar a mão em animais desconhecidos como certos caramujos, raias, etc.
O menino ouvia com atenção.
- A cor é um sinal de alerta. Mesmo os pássaros. Os que têm o peito vermelho são de briga.
O menino ficou constrangido a seguir a rã colorida e quis argumentar:
- O pavão macho tem o rabo colorido e não é perigoso.
- Nisto você tem razão. Alguns machos entre aves e peixes são realmente coloridos em detrimento de suas fêmeas que são escuras. A natureza os fez assim para serem atraentes para conquistarem os seus pares.
- Há já ouvi falar da dança do acasalamento. Mas o que devo estudar para conhecer a vida dos animais?
- Você deve ser biólogo como eu. Mas se interessar por tratar animais deve estudar para ser veterinário. E para estudar o passado deve ser arqueólogo.
-- Obrigado professor.
O menino ficou muito curioso e interessado e procurou na internet sobre este tema e aprendeu nunca colocar a mão em nenhum animal desconhecido mesmo que pareça inofensivo.
Iride Eid Rossini
Direitos autorais reservados
Total de visualizações de página
6 de abr. de 2011
4 de abr. de 2011
Meu grande amigo
Sansão era um pastor dócil. Filho de campeões com pedigri. Não podia concorrer por ser muito peludo. Gostava de brincar com uma garrafa na boca que trazia perto de mim e quando eu fingia que ia pega-la ele fugia. Nunca fez mal a ninguem, nem aos passarinhos que caíam no quintal.Viveu muito. Foi tratado com muito amor. Um dia ja velho ele caiu desmaiado morto. Eu chorei ao ver aquela cena e agradeci a ele por ter sido meu grande amigo e companheiro. De repente ele levantou e foi beber agua. Ele durou mais um mês, mas foi um mes sofrido para ele. Afinal me conformei e ele se foi. Teve um enterro digno de um amigo através de funerária de animais. Obrigada amigo.
Iride Eid Rossini
Iride Eid Rossini
27 de mar. de 2011
Reportagem da revista "Super interessante" março/2011 O que pensam os animais

25 de mar. de 2011
Crico
Crico era um patinho muito triste, ele era primo do patinho feio e era feio também.
Sabia que, na verdade, ele se transformaria em um belo cisne, mas, isso era só num futuro bem distante, e para ele agora só importava o presente.
Ele não conseguia pensar em termos de futuro, ele estava sofrendo agora!
Agora ele se sentia muito triste.
Ele não pensava como os outros de sua espécie.
Sentia-se um “estranho no ninho”
Não tinha a menor idéia de onde vinha aquela melancolia.
Desconhecia os motivos de suas lágrimas perdidas pelo rosto.
Precisava de explicações, precisava de motivos, precisava enfim de se sentir seguro, se apegar em algo hoje.
Não tinha fé no futuro, será que viria este futuro desconhecido?
Assim, seus dias eram perdidos com longos pensamentos.
Nadava, ou melhor, flutuava nas águas do imenso lago deixando as ondas o levar.
Ficava perdido no meio do lago.
Quando alguém o chamava: Crico! Crico!
Não respondia aos primeiros chamados.
Não tinha amigos, porque ele diferente, e todo mundo gosta de patos normais, que pensam iguais, que pensam como patos, que nadam, que falem a mesma língua.
Crico era diferente. Os outros patos não se importavam com patos que pensavam.
Tinha até uma patinha que se interessava por ele, alisava suas peninhas, ficava olhando demoradamente para ele esperando uma correspondência.
Os dias foram se passando e ele não melhorava.
Os patos familiares haviam desistido dele e não se importavam mais se ele estava assim ou assado.
Crico resolveu, então, sair pelo mundo.
A patinha o seguiu silenciosamente e ele caminhando a bel prazer.
Encontrou lagos em seu caminho, muitas pedras, muitos patos, e eram todos iguais.
Crico voltou para casa.
Não encontrou nada fora, apenas notou Fabíola, a patinha que o acompanhava quieta e sempre.
Então, Crico resolveu ser somente um pato, ficar com Fabíola, ter uma vida comum como os outros patos da sua espécie e ter muitos patinhos.
E nadar, nadar, nadar.
Tem muita gente que é Crico em Terra de patos.
Se você se sente diferente das outras pessoas não tente se igualar. Se você é diferente é porque é especial.
Iride Eid Rossini
Direitos autorais reservados
22 de mar. de 2011
Guto
Lembro-me do tempo em que passeava no Shopping no colo dela.
Eu me sentia tão amado!
Minhas roupinhas eram cuidadosamente escolhidas combinando com a ocasião.
Todos me achavam uma gracinha, paravam para me ver e minha dona ficava muito orgulhosa.
- - Guto! Respondia quando perguntavam pelo meu nome.
Em seguida dizia todas as gracinhas que eu fazia.
Naquele tempo eu era único. Pensei que jamais seria substituído por ninguém, até que chegou o Rorô, um cãozinho de 2 meses. Confesso que fiquei com ciúmes.
Ainda bem que daqui de fora eu não posso ver o carinho que era meu ser dado para ele.
Acho que agora eu não presto para mais nada, estou velho, feio e doente.
Mas vou continuar fiel a ela, não permitirei que ninguém chegue próximo ao portão.
Se ao menos pudesse tomar um banho, não precisava ser de pet shop.
É que depois de velho eu passei a me coçar, será que é sarna?
Sabe de uma coisa?
Se a carrocinha passar eu vou me deixar levar.
Quem sabe alguma criança gosta de mim e vem me buscar.
Iride Eid Rossini
Direitos autorais reservados
Assinar:
Postagens (Atom)




